segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Sobre Atos e Omissões

Ao não subir, evita-se a queda,
Mas, também, as alturas.
Ao não confiar, evita-se o desengano,
Mas, também, a amizade, o amor.
Ao não sonhar, evita-se a desilusão,
Mas o que é uma vida sem sonho

Nada é tão certo ou consistente na vida
Pra que eu possa dizer “vai em frente!”,
Ou pedir que faça, ou não faça,
Pois o experimento nem sempre
Traz algo de bom; trazendo dor e tristeza,
Em vezes não muito raras.
Indago, no entanto, se não é preferível
Responder pelas conseqüências do ato
Que por escolher a omissão.

José Danilo Rangel 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Vaga Lembrança

Vaga lembrança tenho de ti
Vaga lembrança...
Mas que lembrança é essa a qual meu peito se agarra?
Como se necessitasse desse algo tão abstrato para viver.

Agarro-me às lembranças tuas como ao último suspiro de minh’alma
E elas com o tempo vão querendo me deixar
Ficando fracas...
Perdendo a vivacidade...

E ao mesmo tempo a dor se instala em meu peito
Dor de perder a única coisa que me resta de ti
A vaga lembrança...


Ao perder alguém temos que superar dois lutos: o da perda e o do esquecimento



Essa já estava pronta a um tempo, mas eu estava na duvida se postava... enfim postei! Se gostarem comentem (:P) apesar da visitas estarem indo muito bem (\o/) to me sentindo num monologo aqui!


o> o/

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Velho caminhar

Fecha os olhos, respira fundo, e vai.
Ela caminha como se o ato anterior a protegesse,
Como se houvesse um que de mágico naquilo.
Que a fortalece, que da coragem pra continuar.
Continuar andando!
Pra onde?
Nem ela sabe ao certo.
Só sabe que vai.
Só sabe que anda.
Só sabe que continua.
No coração um desejo,
Nos lábios uma canção,
E nos pés o velho caminhar.
Pra onde?
Nem ela sabe ao certo.
Só sabe que vai.
Só sabe que anda.
Só sabe que continua.

Tive a impressão que isso ficaria melhor musicado, como infelizmente não tenho esse dom (nem sei se ficaria bom mesmo :P) ai está mais um post 

o> o/

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Por-do-sol


Meus olhos vasculham o céu enquanto o sol se vai.
Vidrada na beleza infinita de um dia que chega ao fim
Com suas cores quentes a misturar-se com as frias da noite

E então vem a paz,  a sensação de ser compreendida
Por um céu que sabe o que é ser luminoso e sombrio