quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Um pouco de Drummond...

O Amor por um dos meus poetas favoritos...


AMOR
1985 - AMAR SE APRENDE AMANDO

O ser busca o outro ser, e ao conhecê-lo
acha a razão de ser, já dividido.
São dois em um: amor, sublime selo
que à vida imprime cor, graça e sentido.

"Amor" - eu disse - e floriu uma rosa
embalsamando a tarde melodiosa
no canto mais oculto do jardim,
mas seu perfume não chegou a mim.

Carlos Drummond de Andrade


"mas seu perfume não chegou a mim."...  

domingo, 24 de outubro de 2010

Divagações...


Bom achei que já era hora de algumas palavras não poéticas aqui no blog então resolvi deixar algumas divagações sobre o mito de Eros e Psiquê.

Eros e Psiquê (o único post até agora que não é de minha autoria) como vocês devem ter percebido é um mito sobre o amor (Eros vem do grego: amor), podemos ver varias nuances desse sentimento nesse mito, como o amor cego, onde Psiquê (o lado humano da relação - em todos os sentidos, por não ser uma deusa, porque Psiquê em grego significa alma e porque os atos mais humanos (desconfiança, traição, entre outros) da relação vem dela) se entrega a esse sentimento sem nem conhecer a verdadeira face de seu amado.

Outra das varias vicissitudes do amor que encontramos nesse mito é quando o humano com sua inveja (por parte das irmãs de Psiquê) e sua já citada desconfiança (por parte de Psiquê, que se deixa levar pelas irmãs) machuca o divino. O amor é ferido pela alma.  

Então esse  blog vai falará muito sobre o amor, humano ou Divino (aqui com d maiúsculo, pois, apesar do meu interesse por mitologia grega creio em um só Deus uno e trino - e Ele é "O Amor") e sobre os sentimentos que esse pode acarretar (pode acabar se concentrando nas dores do amor até porque sabemos que a poesia é uma forma de sublimar, mas tentarei escrever algo menos depressivo, esses textos com certeza virão quando eu falar sobre o único amor perfeito o "Divino").

Também falarei sobre outros sentimentos que me surgirem no decorrer da construção desse blog, e conseqüentemente no decorrer da minha construção...

Então até o próximo post   o/

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Lágrima


Cálida
Nasço de uma dor
No canto dos teus olhos
Para muitas vezes morrer em tua boca
Depois de percorrer vagarosamente
Tua triste face

Face de pele tão macia
E expressão tão dolorida

Venho de seu coração...
Tão pequenino
Tão machucado
Tão calejado

Venho da sua alma...
Dilacerada
Errante
Faminta (de amor)

Sou teu grito silêncioso
Seu pedido de socorro sufocado na garganta
Sua dor mais profunda transformada em gesto
Gesto simples...
E cálido!